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Politica

Itamaraty confirma morte de voluntário gaúcho que estava desaparecido na Ucrânia

Itamaraty confirma morte de voluntário gaúcho que estava desaparecido na Ucrânia
André Hack Bahi desapareceu no domingo, na região de Severodonestk

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou, nesta quinta-feira (9), a morte do enfermeiro gaúcho André Hack Bahi. Ele tinha 43 anos e atuava, desde fevereiro, como voluntário na guerra entre Rússia e Ucrânia. O brasileiro era considerado desaparecido, mas companheiros já haviam alertado a família de uma possível fatalidade decorrente do combate na região de Severodonestk, no leste do país invadido.
Em nota, o Itamaraty informou que “recebeu, por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, a confirmação do falecimento do brasileiro em território ucraniano”. Ainda conforme as autoridades diplomáticas, o Ministério das Relações Exteriores “mantém contato com familiares para prestar-lhes toda a assistência cabível, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local”.
Não há uma data para que o corpo de André seja trazido ao Brasil – e, conforme o Governo Federal, também não se sabe quanto o processo custará e, tampouco, se as autoridades irão arcar com as despesas. O Itamaraty alerta, no mesmo comunicado, que “desaconselha enfaticamente deslocamentos de brasileiros à Ucrânia, enquanto não houver condições de segurança suficientes no país”.
Relembre o caso
André Hack Bahi, de 43 anos, estava desaparecido desde o domingo em Severodonestk, na Ucrânia. A informação de que ele havia morrido chegou aos familiares por meio de um colega do front, de origem portuguesa, que teria presenciado a fatalidade. O relato é de que o gaúcho perdeu a vida em troca de tiros com soldados russos. Desde então, o Itamaraty trabalhava para confirmar a informação em Kiev.
O gaúcho costumava publicar fotos da guerra nas redes sociais. Natural de Porto Alegre, o enfermeiro chegou ao leste europeu em 28 de fevereiro, após se inscrever pela internet para participar do grupo Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia. O site, lançado pelo governo do país invadido depois dos primeiros ataques russos, dá instruções a estrangeiros de pelo menos 60 países de como se voluntariar.


FONTERádio Guaíba


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